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domingo, 31 de março de 2013

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Subnutrido de beleza, meu cachorro-poema vai farejando poesia em tudo, pois nunca se sabe quanto tesouro andará desperdiçado por aí…
Quanto filhotinho de estrela atirado no lixo!


Mário Quintana

sábado, 27 de outubro de 2012

Lindsey Carr


Meus dias foram aquelas romãs brunidas
repletas de cor e sumo e doçura compacta.
Foram aquelas dálias, redondas colméias
cheias de abelhas, de vento e de horizontes.
Meus dias foram aquelas negras raízes
escravas, caminhando por humildes subterrâneos.
Foram aquelas rosas duramente construídas
e logo sopradas por lábios displicentes.
Ah! meus dias foram aqueles sóbrios cactos
de raríssima flor encravada em coroas de espinhos.
Meus dias foram estes altos muros robustos,
este peso de enormes pedras, este cansado limite,
onde pousavam solidões, palavras, enganos
com o brilho, a inconstância desta incerta borboleta. 

Cecília Meireles, 1988, p. 152.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A drinking song

lidsay.carr
 Wine comes in at the mouth
And love comes in at the eye;
That's all we shall know for truth
Before we grow old and die.
I lift the glass to my mouth,
I look at you, and I sigh.


W. B. Yeats


Entra pela boca o vinho,
o amor é pelos olhos,
eis tudo o que sabemos realmente
antes de envelhecer e morrer.
Levo o copo à boca,
olho para ti, e suspiro.