
Esse não é um protesto.
Dei para me ocupar
do pensamento do tempo.
Eu bem precisava
desse reencontro com os versos
que
melhor se chamaram primavera.
O que te peço?
Sentir sob as formas, as coisas.
É que tenho longa longa
longa saudades do embalar das coisas.
Aconteceu talvez em uma
montanha,
se houvesse como explicar quando se troca de pele.
Era
os quinze anos do tempo.
Eu me lembro agora.
Uma conversa do tempo me fez
entender.
Chamem
de pista.
Estava florescido em toda a natureza das coisas:
"essa
caminhada, uma promessa de conhecimento, talvez de amor".
Foi
assim:
Além
da terra, além do céu, o rumo da subida forçou à afeição do estar com o
mundo.
Detido
no alcance da pele.
Sim, ali, estava o primeiro beijo.
Não de pedestre, mas de
batucada.
Eu colhi e recolhi o
homem livre e ligado.
Certas palavras
desamarraram.
A
poesia e o mistério vigiaram sobre as coisas.
Sentio,
ergo sum.
Não
era mais as coisas.
Fora
as coisas inúmeras vezes antes,
E
logo o corpo se rebelou contra a infância do tempo.
O renascimento, anunciador do tempo consumido,
solene
em suas despedidas, abreviou:
não serás de um modo só e quase único, já não lhe basta.
Tempus
furgit.
Nasceste
com as coisas.
Feche
o poema,
às
vezes é melhor calar e sobreviver.